TURISMO EM GUAÍRA, PARANÁ.

 

AEROPORTO
A cidade de Guaíra possui uma história ligada à aviação. Por ser um local estratégico de fronteira, a Força Aérea Brasileira (FAB) instalou no município no ano de 1955 um posto avançado e a cidade passou a contar com as principais companhias aéreas da época, dentre elas a S.A. Real Transporte Aerovias e a Vasp S/A.

Nesta época o aeroporto era situado no local onde hoje é o centro da cidade, e funcionou até o ano de 1968.

No ano de 1977, o então governador do Paraná Jaime Carnet Junior, inaugurou o novo aeródromo municipal, que passou a se chamar Valter Martins de Oliveira e fica situado a sete quilômetros do centro urbano do município, na latitude: 24° 4'45.29"S e longitude: 54°11'17.10"W, cerca de 270 metros acima do nível do mar.

A pista possui 1.300 metros de comprimento por 30 metros de largura com revestimento asfáltico.O aeroporto conta com uma bomba para reabastecimento de aeronaves.

CENTRO NÁUTICO
O Centro Náutico Recreativo foi construído como um “ressarcimento” à cidade de Guaíra pela perda das cachoeiras que formavam as Sete Quedas por conta do represamento para formação do Lago de Itaipu em 1982.

As Marinas (como é conhecido pela população) ocupam uma área de 14 alqueires, ás margens do rio Paraná. É formado por sete pavilhões dispostos em círculos, imitando uma aldeia indígena e cujas escadarias formam um anfiteatro externo com capacidade para 5 mil espectadores, uma vez que ali são realizados os eventos oficiais do município, dentre eles a Festa das Nações.

Possui ainda canchas poliesportivas, quadras de futebol suíço, marina com ancoradouro, lago artificial interno, moderno camping e churrasqueiras, entre outros equipamentos, além da área ecológica, com bosque para caminhadas. Entre os atrativos do Centro Náutico está a antiga locomotiva nº4 da Mate Laranjeira, a companhia que fundou a cidade.

No ano de 1997 foi construído em anexo a Base Náutica para abrigar os Jogos Mundiais da Natureza. O local também já foi palco dos jogos indígenas, que aconteceu em 1999.

CINE SETE QUEDAS
O Cine Teatro Sete Quedas possui uma área total de 505 metros quadros com capacidade para 168 pessoas, funciona em um edifício construído no ano de 1905 para servir de depósito da Companhia Mate Laranjeira, mais tarde, o local foi utilizado para chamuscar as folhas da erva-mate, na década de 40 foi transformado em centro cultural.

Nesta época, artistas da Argentina e do Paraguai eram freqüentemente convidados para se apresentar e os filmes mudos eram acompanhados por violinos e violões.

O edifício está localizado no Centro Histórico de Guaíra, onde estão também o Centro Náutico e o Museu Sete Quedas. A urbanização da área revitalizou esta parte do centro histórico, atualmente em processo de tombamento pelo município.

Com a reforma, o Cine Teatro Sete Quedas passou a ter um novo edifício incorporado ao prédio original, com equipamentos de ponta, que permite usar o espaço para até duas platéias distintas, uma interna e outra externa, ao ar livre, de acordo com a montagem.

CRUZEIRO DAS AMÉRICAS
Marco da presença da Espanha em terras do Brasil, o Cruzeiro das Américas simboliza a marca mais antiga do espanhol no Brasil.

Nas comemorações dos 500 anos do Descobrimento da América pela Espanha, no dia 12 de em outubro de 1992, foi construída uma grande cruz em Madeira de Lei, que está encravada nas rochas de uma pedreira localizada no Centro Náutico.

Segundo historiadores, a cruz foi erguida tal qual o modelo que era utilizado por padres jesuítas em missas Guarany. Junto a ela existe um quadro entalhado em madeira que homenageia a passagem histórica.

A cruz foi confeccionada em Ipê, cuja árvore com cerca de 500 anos, havia sido derrubada na ocasião do alagamento das Sete Quedas, e se encontrava do lado paraguaio há mais de 10 anos.

O Cruzeiro das Américas, é um marco à luta daqueles que de uma forma ou de outra batalharam para defender ou conquistar o direito de perpetuarem seus objetivos, deixando suas marcas, tradições e até a própria vida, cravadas em terra que entendiam como sua.

IGREJA DE PEDRAS
A Igreja foi construída no ano de 1923, através de uma promessa da esposa de Otto Rhoder, diretor da Companhia Mate Laranjeira, multinacional que se instalou em Guaíra no ano de 1908. Otto foi morto em acidente aéreo e sua esposa prometeu construir uma igreja se encontrasse o corpo dele, é claro que o corpo foi encontrado e a igreja foi construída.

Conta a história, que na época foi organizada uma caminhada até o antigo Salto das Sete Quedas, o povo em procissão colaborava de forma simbólica, levando cada um, uma pedra que era colocada no local onde seria edificado a igreja.

A capela foi construída com pedras encaixadas em estilo espanhol, as telhas originais vieram das ruínas da Ciudad Real Del Guayrá e seus vitrais são Argentinos e retratam a catequese praticada aos índios pelos padres jesuítas. A originalidade está nos Santos retratados com feições, armas e utensílios indígenas, fatos inéditos na América do Sul.

A primeira missa foi realizada pelo Reverendíssimo Monsenhor Guilherme Maria Ehiletzeck, no dia 11 de novembro de 1934, dia de San Martin de Tours, um santo francês padroeiro dos turistas de todo o mundo.

Existe uma lenda que todo pedido feito na Igrejinha de Pedra, em noites de quartas-feiras de céu limpo, desprendido de vontade mesquinha, tende a se realizado.

MUSEU SETE QUEDAS
O Museu Sete Quedas foi fundado no ano de 1956 pela família Matsuyama. Antes do desaparecimento das Sete Quedas era muito freqüentado por turistas que vinham de diversas partes do mundo conhecer o seu acervo que contava com as principais espécies da fauna que habitavam a região, taxidermizados por Alfredo Krause.

De certa forma, Shingiro Matsuyama fundador do museu, tinha como intenção imortalizar àquilo que com o avanço do progresso acabaria por desaparecer.

No ano de 1990 o museu foi transferido para um edifício municipal mas seu acervo continuava nas mãos da família, o que impossibilitava a Prefeitura de fazer um maior investimento. No dia 09 de março de 2006 o Museu Municipal se transferiu para o prédio histórico onde funcionou a sede da Companhia Mate Laranjeira. O edifício passou por uma importante recuperação trazendo de volta a arquitetura histórica que marcou a colonização da região.

Com a inauguração da nova sede, Yoshico Matsuyama, esposa de Shingiro finalmente oficializou o repasse de seu acervo particular para o município, oficializando também o nome do museu, que passou a se chamar novamente Museu Sete Quedas.

Atualmente o museu abriga peças datadas de aproximadamente dois mil anos, marcando a presença do homem primitivo que habitou a região. Nele é possível apreciar objetos de valor incalculável, como a Cruz de Caravagio, peça com mais de 400 anos fundida no século XVI como símbolo das Missões e as vestes de padres jesuítas que ajudaram na catequização de índios guaranis.

PANTANAL PARANAENSE
Há 24 anos a cidade de Guaíra, localizada no Oeste do Paraná, lamentava a perda das Sete Quedas - um complexo de cachoeiras no Rio Paraná – que era a principal atração da região antes de ser submersa pelo reservatório da hidrelétrica de Itaipu. Passado por um longo período o município reencontrou sua vocação turística com a exploração de outros atrativos.

Um deles é o Parque Nacional de Ilha Grande, criado em 30 de setembro de 1997 pelo Governo Federal, um labirinto de canais, ilhas e lagoas, formado pelo Rio Paraná em uma área de 78.875 hectares.

O grande mérito da criação do Parque Nacional da Ilha Grande foi garantir a proteção de um ecossistema complexo de extrema importância e fragilidade ambiental.

A vegetação da planície conta com mais de 450 espécies identificadas, essa vegetação abriga espécies raras. O ecossistema também abriga animais silvestres ameaçados de extinção. A diversidade de fauna e flora costuma ser comparada ao Pantanal Mato-grossense

PONTE AYRTON SENNA
A Ponte de Guaíra, denominada Ayrton Senna é a maior ponte fluvial do Brasil e faz a transposição do Rio Paraná, ligando o Município de Guaíra (PR) ao município de Mundo Novo (MS), perfazendo um total de 3.598,6 metros de extensão mais 400 metros de aterro, sendo um prolongamento da rodovia BR/163.

O segmento de acesso à ponte, no lado paranaense, tem uma extensão de 946,39 metros e no lado matogrossense tem extensão de 950,0 metros.

Sua pista possui 7,20m de largura, mais 2,80m de acostamento. Construída sobre 98 colunas concretadas dentro do rio, com vãos de 32, 42 e 52 metros, e altura máxima no canal de navegação de 13 metros.

Para a construção da ponte foram escavadas cerca de 263m3 de rocha, utilizados 536 toneladas de aço, utilizados 2.893.733 Kg de vergalhões CA50/CB e 23.239m3 em concreto. A Ayrton Senna tem capacidade de suportar até 45 toneladas de peso por vão.

É a única ponte no mundo em curva na parte central com tobogã.

RIO PARANÁ
O Rio Paraná, principal formador da Bacia do Prata, sua nascente no planalto central, até a foz, no estuário do Prata, percorre 4.695km, o que lhe rendeu o posto de o nono rio mais extenso do mundo e o quarto em área de drenagem. Em território brasileiro, drena uma área de 891.000km². Os principais tributários do rio Paraná são o Grande e o Paranaíba (formadores), Tietê, Paranapanema e Iguaçu.

Na bacia do Paraná, em seu trecho brasileiro, encontra-se a maior densidade demográfica do País. As águas da bacia são utilizadas para consumo humano e, também, para a indústria e irrigação.

A bacia é a que sofreu maior número de represamentos para geração de energia. Existem mais de 130 barragens no seu leito, considerando apenas aquelas com alturas superiores a 10mts, que transformaram o rio Paraná e seus principais tributários em uma sucessão de lagos.

Dos 809km originais do rio somente 230km ainda são de água corrente. O município de Guaíra é o trecho final de uma área navegável, mas também o início do Lago de Itaipu. A região é rica em variedade de peixes (mais de 170), cujo destaque está para o Armado (36%), Corvina (16%), Mapará (9%), Curimbatá (6%) e Barbado (6%).
 

Fonte: Governo do Estado / Prefeitura