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Ecoturismo é um
segmento da
atividade
turística que
utiliza, de forma
sustentável, o
patrimônio natural
e cultural,
incentiva sua
conservação e
busca a formação
de uma consciência
ambientalista
através da
interpretação do
ambiente,
promovendo o
bem-estar das
populações. |
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Vivemos numa
região
privilegiada para
a prática das
atividades ligadas
ao ecoturismo.
Além dos espaços,
temos recursos
naturais muito
diversificados e
valiosos: o clima,
a variedade de
ecossistemas,
milhares de
espécies de fauna
e flora e grande
número de belas
paisagens,
agregado à
qualidade
ambiental. |
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Dentro do
Ecoturismo
outros nichos,
além dos já
tradicionalmente
conhecidos, são
identificados,
como por
exemplo: safáris
fotográficos,
contemplação de
flora e a
observação de
aves em seu
habitat natural
ou birdwatching,
uma nova
atividade que
começa a
despontar no
Brasil
movimentando o
mercado
turístico que
tem motivado
fluxos
internacionais
com destino aos
ecossistemas
brasileiros.
Observar animais
conhecendo seus
hábitos e os
registrando
graficamente,
foi sempre uma
atividade de
interesse do
homem desde seus
tempos de
caverna. Fazia
isso por
necessidade de
sobrevivência:
deles se
protegendo ou
abatendo-os como
caça.
Diferentemente,
o interesse
despertado pelas
aves através dos
tempos foi o de
admirar sua
capacidade de
voar, apreciar o
colorido de sua
plumagem ou o de
ouvir seu
mavioso canto,
fazendo desta
maneira que
nenhum outro
animal exercesse
maior atração
sobre o homem do
que as aves.
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A região de Mata
Atlântica também
é mundialmente
reconhecida pela
sua grande
biodiversidade,
sendo que nela
ocorre grande
parte das 635
espécies
endêmicas
observáveis no
Paraná cuja
ave-símbolo é a
Gralha-azul (Cyanocorax
caeruleus). Em
localidades como
no litoral o
papagaio-de-cara-roxa
(Amazona
brasiliensis),
nas ilhas, do
Pinheiro e do
Pinheirinho, na
região de
Guaraqueçaba e o
bicudinho-do-brejo
(Formicivora
acutirostris)
nas planícies
alagadas e
manguezais; na
Serra do Mar,
com espécies
como a
maria-catarinense
(Hemitriccus
kaempferi) e o
tucano-de-bico-preto
(Ramphastos
vitellinus) em
Vila Velha e
Guartelá com o
curiango-do-banhado
(Eleothreptus
anomalus) e a
águia-cinzenta (Harpyhaliaetus
coronatus).
É ainda
interessante
registrar a
facilidade com
que se
contemplam aves
em Curitiba, em
praças, parques
e ruas
arborizadas,
onde milhares de
sabiás-laranjeira,
periquitos,
bem-te-vis,
quero-queros,
rolinhas e ainda
joões-de-barro,
não passam
despercebidos
pelo observador
mais atento que
tem ainda o
privilégio de
contemplar
espécies como:
garça-branca-grande
(Ardea alba),
gavião-carijó (Rupornis
magnirostris),
marreca-ananaí (Amazonetta
brasiliensis),
frango d’água (Gallinula
chloropus),
tangará (Chiroxiphia
caudata),
papagaio-verdadeiro
(Amazona aestiva),
tucano-de-bico-verde
(Ramphastos
dicolorus),
pica-pau-do-campo
(Colaptes
campestris),
além de tantas
outras.
Em certos locais
da capital
paranaense, como
nas imediações
do Zoológico, é
possível
observar grande
quantidade de
aves aquáticas,
dentre marrecas,
maçaricos,
garças de vários
tipos e
tapicurus e, em
vários pontos do
município,
destacam-se
verdadeiras
raridades,
procuradas por
birdwatchers do
mundo inteiro
como o cisqueiro
(Clibanornis
dendrocolaptoides),
o
arredio-oliváceo
(Cranioleuca
obsoleta) e o
grimpeirinho (Leptasthenura
striolata),
bastante comuns
no ambiente
urbano. Com
sorte, será
possível
encontrar
pássaros ainda
mais raros como
a
tesoura-do-brejo
(Gubernetes
yetapa) e o
sabiá-do-banhado
(Embernagra
platensis) que
são, de certa
forma,
freqüentes na
Região
Metropolitana.
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A conscientização
da sociedade
quanto às questões
ambientais tem
gerado crescente
demanda por
atividades de
lazer e recreação
em áreas naturais.
Mas, a oferta de
produtos
ecoturísticos
depende
essencialmente da
existência de
áreas de
significativo
valor ecológico e
cultural; da
maneira como estas
áreas são geridas;
da existência de
infra-estruturas
adequadas e da
disponibilidade de
recursos humanos
capacitados. E
isto, só pode ser
atingido através
de amplo
planejamento,
integrado e
participativo que
considere:
• o respeito às
culturas nativas;
• o uso
sustentável dos
recursos;
• a proteção da
biodiversidade;
• a integração do
turismo nos planos
e projetos
comunitários com a
participação da
população
residente;
• o apoio às
economias locais;
• consulta a
todos os
interessados;
• as pesquisas de
mercado;
• as estratégias
e mecanismos
mercadológicos, e;
• o estudo prévio
para minimização
dos impactos
ambientais e
sociocultural.
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