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O Turismo
Religioso
configura-se
pelas atividades
turísticas
decorrentes da
busca espiritual
e da prática
religiosa em
espaços e
eventos
relacionados às
religiões
institucionalizadas.
Locais de
Peregrinação
A realização de
visitas a locais
que expressam
sentimentos
místicos ou
suscitam a fé, a
esperança e a
caridade nos
fiéis, denomina-se
Turismo Religioso.
Dentro dessa
segmentação do
turismo é
necessário
ressaltar as
seguintes
especificidades
técnicas, que
devem ser
observadas em
trabalhos
promocionais,
calendários de
eventos e outros
recursos de
divulgação e de
sistematização:
• Quando alguém,
por livre
disposição e sem
pretender
recompensas
materiais ou
espirituais, viaja
a lugares
sagrados, o
conjunto de
atividades
denomina-se
romaria .
• Quando alguém
visita lugares
sagrados para
cumprir promessas
ou votos
anteriormente
feitos a
divindades ou a
espíritos
bem-aventurados, o
conjunto de
atividades
chama-se
peregrinação .
• Quando alguém,
empenhado em
remir-se de suas
culpas ou de seus
pecados, de forma
livre e espontânea
ou por conselho ou
disposição de
líderes
religiosos, se
dirige a lugares
sagrados ou a
outros lugares, em
espírito de
arrependimento e
compunção, o
conjunto de
atividades é
designado como
viagem de
penitência ou
viagem de
reparação.
Histórico
Nos séculos III e
IV da Era Cristã,
os fiéis começaram
a cultivar o
hábito de viagens
de caráter
religioso a
eremitérios,
mosteiros e
conventos da
Síria, do Egito e
de Belém, a fim de
encontrar-se com
os "servos de
Deus", para
pedir-lhes
conselhos,
orações, bênçãos e
curas. Também foi
o início da longa
série de visitas a
igrejas e
santuários em
cujos terrenos
encontravam-se os
restos mortais de
mártires célebres
e aos locais por
onde Cristo, seus
apóstolos e
discípulos
passaram, viveram
e morreram, além
de outros lugares
celebrizados por
eventos
importantes do
Antigo Testamento.
Há registro de um
roteiro datado do
ano 333, com
itinerário bem
detalhado para as
viagens de devotos
e fiéis que
partiram de
Bordéux, na
França, rumo a
Jerusalém. Suas
indicações
assemelham-se às
utilizadas nos
modernos roteiros
técnicos.
Atualmente, a
história se repete
e multiplicam-se
receptivos, à
medida que surgem
boatos ou fatos de
aparições de seres
celestiais ou de
realizações de
milagres e curas
efetuados por
algum religioso ou
místico. As
notícias, o
marketing direto
ou indireto e as
ações de
promotores e
comerciantes
instalados nas
microrregiões ou
nos locais onde
acontecem os
"feitos
extraordinários"
acionam os agentes
turísticos, que em
geral, se
antecipam a
qualquer medida ou
manifestação de
autoridades
religiosas.
Vale notar que,
desde o Edito de
Milão, em 313,
Roma tornou-se o
mais importante
receptivo
turístico no
Ocidente, onde até
hoje, há fluxo de
maior volume e de
maior constância
de turistas e de
visitantes do
mundo inteiro,
independentemente
dos aspectos
religiosos.
Meca, Benarés,
Jerusalém, Belém,
Roma, Santiago de
Compostela,
Lourdes, Fátima,
Medjugorie, Assis,
Aparecida do
Norte, Juazeiro,
Iguape, Pirapora
do Bom Jesus, Nova
Trento e muitos
outros lugares,
marcados por
devoções oficiais
ou populares de
religiões, são
núcleos receptores
importantes em
termos da fé e,
conseqüentemente,
em termos de
turismo, cujas
dimensões - pela
propaganda e pelo
marketing -
superam as
manifestações de
fé e as próprias
motivações
religiosas.
No Paraná há
muitos anos se
pratica o Turismo
Religioso, sendo
que destes
lugares, os mais
tradicionais são:
Parque
Estadual do Monge
- Gruta do Monge –
Lapa
O parque foi
criado pela Lei nº
4170, de 1960, e
pelo decreto nº
8575, de 1962.
Possui uma área de
55 ha. Com
significativa
vegetação, além de
quedas d'água, e
uma fonte
considerada
milagrosa, é
equipado com
canchas de
voleibol,
churrasqueiras,
lanchonete,
restaurante, e
instalações
sanitárias.
Sua principal
atração é a Gruta
do Monge, que
motiva grande
número de fiéis e
visitantes,
movidos pelos
fenômenos
extraordinários
evidenciados pelo
poder da fé. A
gruta teria sido
abrigo do ermitão
João Maria D'Agostinis,
que se dedicou ao
estudo das plantas
da região, fazendo
orações públicas e
medicando
enfermos. Possuía
olhar manso,
estrutura baixa,
rosto magro,
vestia hábito
franciscano sobre
o qual caíam
longos cabelos,
barba grisalha, e
repartia com seus
semelhantes o
único bem que
possuía - a fé. O
acesso ao parque
se dá por rodovia
pavimentada em um
percurso de 3,5
km, de onde se
descortinam
paisagens
característica do
Paraná, com muitas
araucárias. No
alto da elevação,
quase na entrada
do Parque está a
estátua de Cristo
abençoando a
cidade.
Gruta de
Santa Emília –
Barracão
Conta a história,
que há
aproximadamente 60
anos, um caçador
andando pelas
redondezas caiu em
um despenhadeiro.
Quando recobrou a
consciência
observou que
estava diante de
uma gruta com uma
enorme estalactite
em forma de santa.
Muito machucado
invocou à Santa
Emília a qual era
devoto, para que
se sobrevivesse
aos ferimentos,
mandava construir
uma capela no
local. Após
lavar-se com a
água que gotejava
da estalactite,
sentiu-se
prontamente
recuperado. A
notícia do milagre
espalhou-se por
toda a região e a
partir desta data
inúmeros romeiros
começaram a buscar
as águas
milagrosas de
Santa Emília,
passando por um
caminho difícil e
sinuoso para
chegar até a
gruta.
A origem e a
verdadeira
história de Santa
Emília, não era
conhecida pelos
devotos até
fevereiro de 1999,
quando foi
localizado pela
internet, um site
com informações
sobre a
Congregação da
Sagrada Família,
localizada em
Pernambuco, que
desconhecia as
"águas milagrosas"
de Santa Emília,
bem como a devoção
a referida Santa
no Sul do Brasil.
O santuário das
águas milagrosas
de Santa Emília,
situa-se na
comunidade de
Siqueira Bello,
distante 25 km do
centro de
Barracão.
Igreja
Matriz de Nossa
Senhora Aparecida
– Tomazina
Guarda uma
reconstrução do
corpo de Santo
Inocêncio, jovem
cristão de Roma
que viveu no
século III da Era
Cristã. Firme em
sua fé enfrentou a
fúria das
perseguições dos
Imperadores
Romanos sendo
decapitado. Os
cristãos então
recolheram seu
sangue num vaso de
vidro, que
colocaram junto ao
seu corpo nas
Catacumbas de São
Calixto, onde
foram sepultados
os primeiros
cristãos.
Em 1883 suas
relíquias foram
doadas ao Bispo de
Adria, que as doou
aos padres
Capuchinhos de
Lendinara. Ali
seus restos
mortais (crânio e
ossos) foram
compostos em um
corpo artificial,
sendo o crânio
revestido por uma
artística máscara
de cera, por Frei
Paulo Peruzzo.
Santo Inocêncio
foi venerado na
Igreja dos
Capuchinhos em
Lendinara até 1975
quando os Freis da
Paróquia de
Tomazina,
conseguiram
trazê-lo ao
município, onde
chegou numa
memorável apoteose
religiosa no dia 9
de novembro de
1975. E desde esse
dia, Santo
Inocêncio
transformou a
Matriz de Tomazina
num piedoso
Santuário muito
visitado, onde se
pedem, através de
sua intercessão,
graças e favores.
Seus restos
mortais, tais como
vieram da Itália,
são conservados
numa artística
urna oferecida
pela população
local, que o
adotou como Santo
Concidadão e
Patrono. A Igreja
localiza-se na
Praça Tenente João
José Ribeiro, 136
Informações:
Telefax: (0XX43)
3563-1118.
Mosteiro
Trapista - Campo
do Tenente
É o único Mosteiro
brasileiro da
Ordem Cisterciense
Trapista, cujas
origens remontam
ao século XI, na
França.
A vida Trapista é
orientada
totalmente para a
experiência do
Deus vivo. É
contemplativa.
Chamado por Deus,
o Trapista se
consagra
integralmente a
buscá-lo seguindo
a Cristo, sob a
Regra de São
Bento, um Abade
(ou Prior) e em
comunidade
estável, na
caridade fraterna,
na qual são
compartilhados
todos os bens.
Afastado do mundo,
o Trapista
purifica seu
coração mediante a
Palavra de Deus, a
oração e uma
ascese libertadora
que o fazem
humilde e
obediente à
semelhança de
Cristo.
A comunidade se
sustenta por seu
próprio trabalho
com apicultura,
agricultura e
padaria (produção
de bolo de frutas,
pão e biscoito),
além de livros,
terços, etc.
No bonito conjunto
arquitetônico, em
meio a bosques e
jardins,
destaca-se a
Capela em forma de
pirâmide dedicada
a Nossa Senhora do
Novo Mundo, de
autoria do
arquiteto Miguel
Roguski, onde os
visitantes têm a
oportunidade de
assistir missa
dominical (10h).
O Mosteiro dispõe
ainda de uma
hospedaria aberta
a todos (desde que
as reservas sejam
feitas com
antecedência, não
ultrapassando
quatro meses) que
queiram fazer
retiro espiritual,
compartilhando com
os monges suas
orações e
liturgias.
Localiza-se na
Rodovia BR 427,
distando 30 km da
Lapa logo após o
Rio da Várzea.
Tel. (41)
3628-1264.
Home-page:
www.mosteirotrapista.org.br
Santuário
de Santa Rita de
Cássia -
Lunardelli
No ano de 1963,
dona Maria Pinto
Momente doa a
imagem de Santa
Rita de Cássia
para a futura
paróquia de
Lunardelli. No dia
04 de junho de
1993, toma posse o
Padre João Maria
da Rocha Santana,
que celebrou a
primeira novena em
honra à Santa no
dia 22 de janeiro
de 1994. Conhecida
como a Santa dos
desesperados e das
causas
impossíveis,
atualmente a
novena atrai fiéis
das várias
paróquias do
Decanto Sul e da
Diocese de
Apucarana.
No dia 22 de maio
de 1995, o Senhor
Bispo Dom Domingos
Gabriel Wisniewski
presidiu a
celebração dos 25
anos de existência
da Paróquia Santa
Rita de Cássia
inaugurando a
Gruta dedicada à
Santa, um dos
lugares do Paraná,
mais visitados por
devotos e
romeiros.
FESTAS RELIGIOSAS
TRADICIONAIS
Festa de
Santa Rita de
Cássia -
Lunardelli
O dia da padroeira
de Lunardelli é
comemorado no dia
22 de maio, numa
celebração que
atrai fiéis de
várias paróquias
do estado que vão
em busca de
soluções para seus
problemas através
da fé, em diversas
atividades
festivas e
religiosas.
Além da festa
comemora-se todo
dia 22 de cada mês
a novena da Santa.
As primeiras
novenas foram
somente a nível
paroquial,
atualmente esta
celebração atrai
fiéis de várias
partes do Estado.
Corpus
Christi
Realizando-se em
data móvel
(aproximadamente
60 dias após a
Páscoa) a
Procissão de
Corpus Christi é
uma manifestação
popular que se
desenvolve em
muitas cidades
paralelamente à
liturgia católica,
onde a
criatividade
artística do povo
e o seu zelo
religioso,
evidenciam-se a
cada ano. Os
motivos dos
tapetes se repetem
em quase todas as
cidades. São
cálices, hóstias,
missais, figuras
de Jesus e do
Espírito Santo,
cordeiros, cruzes,
espigas de trigo e
cachos de uva. Os
materiais usados
são: papel
colorido, dourado
e prateado,
tampinhas de
garrafas,
serragem, café
usado, trigo,
pétalas de flores,
cal, erva-mate,
palha de arroz,
etc, havendo
variações, de
acordo com os
produtos de cada
região.
Festa de
Santa Pastorina
(Santinha) –
Tibagi
A devoção à
Santinha remonta
ao ano de 1900,
atraindo hoje
milhares de fiéis
para pedir e
agradecer graças.
Conta a tradição
que as pessoas que
não têm fé não
conseguem
enxergá-la no
altar.
Paralelamente
ocorrem procissão
e festejos
populares com
gastronomia
típica,
churrascada e
barracas com
várias outras
atrações.
Realiza-se na
localidade de
Campina Alta, no
mês de julho.
Festa do
Padroeiro Senhor
Bom Jesus da Pedra
Fria – Jaguariaíva
A tradição da
festa tem sua
origem com a
devoção portuguesa
do século XIX e
herdada pelo
município. Os
festejos
iniciam-se com
novenas e culminam
no dia 06 de
agosto com variada
programação:
missas, romaria
tropeira,
quermesse,
leilões, sorteio
de carro, shows
musicais, bingos e
tradicional baile.
Telefax: (43)
3535-2180.
Festa do
Senhor Bom Jesus
da Cana Verde -
Siqueira Campos
Em agosto
realiza-se uma das
maiores e mais
tradicionais
festas religiosas
do Estado, que
homenageia o
Senhor Bom Jesus,
venerado no
município há mais
de setenta anos,
desde a chegada da
imagem de madeira
esculpida por
Aleijadinho há
aproximadamente
dois séculos. São
realizadas
diversas
programações
religiosas e
populares, que
atraem milhares de
romeiros de todo o
Brasil. Ocorre no
Santuário do
Senhor Bom Jesus
da Cana Verde.
Festa de
Nossa Senhora do
Pilar – Antonina
Realizada no dia
15 de agosto em
Antonina, a
comemoração atrai
devotos e turistas
que iniciam seu
itinerário
visitando a Igreja
Matriz de Nossa
Senhora do Pilar
construída no
século XVIII, no
alto de um
outeiro, onde se
descortina a baía
de Antonina.
Precedida de
novenas, que
movimentam a
população local,
procissão e
espetáculo
pirotécnico.
Festa de
Nossa Senhora do
Porto - Morretes
No século XVIII, a
população de
Morretes se
ressente da falta
de uma igreja para
suas práticas
religiosas. Aos 15
de junho de 1769,
o povo obtém
licença do Papa,
para a construção
de uma Capela sob
a invocação de
Nossa Senhora do
Porto. Desde
então, a festa se
realiza no dia 8
de Setembro, sendo
precedia por
novenas com
missas, procissão
e festejos
populares, com
barraquinhas, onde
é servido o
tradicional
barreado.
Festa de
Nossa Senhora do
Rocio - Paranaguá
Atração religiosa
e turística. Conta
a lenda que a
imagem da Santa
foi encontrada por
pescadores.
Antonio Vieira dos
Santos (1850)
escreve, na
"Memória Histórica
de Paranaguá",
sobre a construção
da Capela de Nossa
Senhora do Rocio.
Referindo-se à
Santa, calcula-se
que a esse tempo
ela já era
venerada há mais
de um século.
Realiza-se a festa
no dia 15 de
novembro.
Festa de
São Benedito -
Lapa e Paranaguá
Padroeiro de
diversas cidades
brasileiras, no
Paraná, é
festejado em
vários locais
entre os quais
destacam-se as
cidades da Lapa e
de Paranaguá. São
Benedito, um santo
considerado muito
milagroso é tido
como protetor das
gestantes. A festa
se realiza em sua
honra no dia 26 de
dezembro.
Festa de
Nossa Senhora das
Brotas - Piraí do
Sul
Realiza-se em 27
de dezembro, sendo
que o culto a
Nossa Senhora das
Brotas funde-se
com a história do
município, na
época do
tropeirismo e hoje
se transformou em
uma das mais
tradicionais e
concorridas festas
religiosas do
Estado.
Confraternização
entre a população
e visitantes, que
acampam nos
arredores da
igreja. Barracas
com bebidas,
salgados e
diversões, muito
churrasco e
animada música ao
vivo, fazem parte
dos festejos
populares, que são
complementados por
missas e grandiosa
procissão.
Bosque de Nossa
Senhora das
Brotas.
Festa do
Divino Espírito
Santo - Guaratuba
A fé ao Divino
Espírito Santo
remonta ao século
XIII em Portugal,
onde era invocado
para defender o
território dos
terremotos,
maremotos e
vulcões.
A festa foi
trazida ao Brasil
provavelmente no
século XVIII pelos
açorianos e no sul
a tradição
misturou-se à
cultura caiçara,
enriquecendo as
manifestações
populares.
Na ritualística da
Igreja Católica,
também é conhecida
como Festa de
Pentecostes, como
uma homenagem em
que é comemorada a
presença do
Espírito Santo
entre os
apóstolos, 50 dias
após a Páscoa.
Conta a história,
que em Guaratuba,
a imagem do Divino
Espírito Santo foi
oferecida à
cidade, por Força
Divina, que a
entregou, para que
um devoto a
guardasse.
Depois de banhada
na Fonte do
Itororó, foi
recolhida à Igreja
Matriz Nossa
Senhora do Bom
Sucesso. O Divino
Espírito Santo é
festejado no
município, todos
os anos, na
segunda quinzena
do mês de julho.
A festa, que reúne
milhares de fiéis
de diversas
cidades do estado
e do país, é
previamente
anunciada pelas
Bandeiras – branca
e vermelha. A
bandeira branca
representando a
Santíssima
Trindade e a
vermelha o Divino
Espírito Santo,
que saem dois
meses antes da
realização da
festa, pelo
interior do
município,
visitando todos os
sítios e povoados
distantes
acompanhadas de
quatro foliões,
recebendo
donativos. |