O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou o projeto de lei que reconhece o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná. O texto, publicado no Diário Oficial do Estado, destaca a relevância ambiental, geológica, paisagística, turística e científica.
Primeiro parque criado no Paraná, em 1953, Vila Velha é reconhecida nacionalmente pelos atrativos naturais. Entre eles, destaque para os arenitos, como a emblemática taça, além de espaços como furnas, trilhas, lagoa, flora e fauna silvestre.
No ano passado, de acordo com dados do Instituto Água e Terra (IAT), mais de 68 mil pessoas visitaram o local, 10,2% do total de turistas que passaram por Unidades de Conservação (UC) – apenas a Ilha do Mel (Paranaguá) e a Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras), entre os parques administrados pelo órgão ambiental, atraíram mais público.
“Os turistas que visitam Vila Velha conhecem um ambiente geológico único em termos de diversidade. É algo esplêndido, que só o Paraná tem”, diz o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.
Vila Velha foi também a primeira UC cuja gestão passou a ser feita por meio de um contrato de concessão firmado pelo Governo do Estado, via IAT, com a iniciativa privada. O parque é, desde 2019, administrado pela empresa Soul Parques.
O parque indica a chegada ainda pela manhã para que os visitantes possam conhecer todos os atrativos. As bilheterias funcionam até as 15h, exceto nas terças-feiras, quando o complexo é fechado ao público. Mais informações podem ser obtidas em parquevilavelha.com.br.
Conheça alguns dos atrativos do Parque Estadual de Vila Velha:
ARENITOS – As formações rochosas de arenito formadas ao longo de 300 milhões de anos pela ação do vento e da chuva são o cartão de visitas do parque. A trilha principal leva a ícones como a “Taça”, o “Camelo” e a “Proa do Navio”.
LAGOA DOURADA – A Lagoa Dourada se destaca pela exuberante cristalinidade de suas águas e seus inúmeros cardumes de peixes visíveis a olho nu.
FURNAS – Cavernas verticais profundas (até 100 metros) que se formaram pelo desmoronamento do teto, revelando águas subterrâneas (aquífero). O local possui passarelas para observação e uma tirolesa de 200 metros sobre uma das furnas.
Fonte: AEN
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
