Blog

  • SÃO JERÔNIMO DA SERRA

    SÃO JERÔNIMO DA SERRA

    A chamada colonização da área onde hoje se situa o município de São Jerônimo da Serra começou com a (re) ocupação das terras do Norte do Paraná, principalmente a partir da segunda metade do século XIX. Havia também na região a presença de grupos indígenas de kainguangues e Guaranis originados dos “jês” (população indígena datada de aproximadamente 7000 anos). Vale lembrar que nos séculos XVI e XVII as tribos indígenas da região foram organizadas pela colonização portuguesa e pelos jesuítas.

    Durante os governos de D. Pedro I (1822-1831) e dos regentes, no Período Regencial (1831-1840), a luta pela emancipação político-administrativa do Paraná com relação à província de São Paulo se acirrou o que levou a conquista da emancipação do estado, em 1853, já no governo de D. Pedro II, no 2º Império (1840-1889). A partir de tal fato histórico, uma das grandes preocupações dos governos paranaense e imperial foi a “ocupação” de áreas que ainda não tinham sido incluídas no processo capitalista e urbano, isto é, não eram “civilizadas”. Assim, as expedições militares realizadas no período almejavam catequizar os índios, como os Guaranis e Kaingangues. Em 1851 foi criada a Colônia Militar de Jatahy por João da Silva Machado, conhecido como Barão de Antonina onde hoje está localizado o município de Jataizinho, nas margens dos Rios Tibagi e Paranapanema.

    Vale ressaltar, que durante a década de 1850, o então Imperador Dom Pedro II, mais especificamente no ano de 1854, enviou a primeira expedição com a missão de catequizar os indígenas, sob o comando dos sertanistas Joaquim Francisco Lopes e João Elliot.  Ainda no ano de 1854 foi instalado o povoado, denominado de “Aldeamento de São Thomas de Papanduva”, sob a direção do sertanista Joaquim Francisco Lopes, que foi responsável pela (re)ocupação da atual área do município de São Jerônimo da Serra. No entanto, existe uma teoria que contesta o primeiro nome de São Jerônimo da Serra que seria São Thomas de Papanduva.

    Em 1867, ao que tudo indica, uma nova expedição chegou ao aldeamento sob o comando do Coronel João da Silva Machado (conhecido como Barão de Antonina) e dos religiosos Frei Luiz de Cemitille e Frei Timóteo. Neste mesmo ano o aldeamento passa a receber o nome de “São Jerônimo”, pelo motivo do Frei Luiz ter construído a primeira capela em homenagem ao santo, hoje padroeiro da cidade.

    No final do século XIX e no início do século XX a extração da madeira e a cultura de café foram conquistando grande importância no município. Com o início da crise do café, na década de 1960 e principalmente na década de 1970, houve uma diversificação das atividades agrícolas o que levou ao plantio de algodão, soja, milho, trigo, arroz, feijão e hortaliças, além da criação de gado bovino e ovino, a instalação de cerâmicas e a exploração de madeiras com importância considerável.

    Com a cultura do café e influência da Igreja Católica Apostólica Romana, ocorreu a chegada de muitos imigrantes: grupos de italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, que vieram diretamente de seus países ou chegaram a outros Estados do Brasil, como São Paulo, para depois se dirigirem ao Paraná e mais especificamente, à São Jerônimo da Serra. Também merecem destaque, os migrantes nordestinos, paulistas e mineiros que também foram atraídos pela cultura do café em terras paranaenses.

    Em conseqüência do trabalho dos pioneiros e com a colaboração do Coronel Deolindo Corrêa de Mello, responsável pela administração, em 23 de fevereiro de 1920, São Jerônimo conseguiu a sua emancipação política e foi elevado à categoria de Município, de acordo com a Lei nº. 1918/1920, desmembrando-se de Tibagi.

    Em abril de 1943, foi criada a Comarca de São Jerônimo, instalada por Joaquim de Oliveira Sobrinho. Em 1943 foi feito o decreto-lei estadual n°. 199, de 30 de dezembro, ratificado pelo decreto-lei n°. 311, de 26 de fevereiro de 1945, que transferiu a sede do município de São Jerônimo da Serra para o distrito de Congonhinhas. Assim, Congonhinhas passou a ser município e São Jerônimo, já com o nome de Araiporanga, passou a ser distrito de Congonhinhas.

    A Lei Estadual nº. 02 de 10 de outubro de 1947 permitiu São Jerônimo da Serra conseguir sua emancipação política em relação ao município de Congonhinhas, porém com a denominação de “Araiporanga”, em virtude de município homônimo, situado no Estado do Rio Grande do Sul.

    Com a divisão territorial do Estado, no final do ano de 1951, Araiporanga passou a denominar-se São Jerônimo da Serra e em 1960, o município era constituído de 2 distritos: São Jerônimo da Serra (sede) e Santa Cecília do Pavão. Ainda em 1960, Santa Cecília do Pavão obtém a emancipação política de São Jerônimo da Serra pela Lei Estadual n.º 4245, de 25 de julho de 1960.

    Nos anos seguintes a extensão territorial de São Jerônimo da Serra permanece inalterada, sendo criadas as áreas urbanas de distritos, de acordo com as seguintes leis:

    Lei Estadual nº. 5534, de 20 de dezembro de 1967 que cria o distrito de Terra Nova;

    Lei Estadual nº. 5580, de 03 de julho de 1967 que cria o distrito de São João do Pinhal;

    No caso do distrito de Vila Nova de Florença consta na Prefeitura Municipal apenas o documento de transcrição de regularização da área do distrito, sendo o n°. 14.217 de 17 de junho de 1970 e o n°. 14.218 de 26 de novembro de 1970.

    Fonte: Prefeitura Municipal de São Jerônimo da Serra.

  • NOVA LONDRINA

    NOVA LONDRINA

    Em outubro de 1951, iniciaram-se os novos passos da colonização.

    Esses esforços envidados efetivaram o lançamento dos trabalhos preliminares do povoamento com a construção de diversas casas pela Companhia de Colonização, o que lhe permitiu considerar fundada a nova cidade em outubro de 1952, trazendo emigrantes dos rincões do Brasil, não tardando a aparecerem, também os primeiros imigrantes estrangeiros para a lida da terra, principalmente no plantio do café.

    Criado através da Lei Estadual n° 253 de 26 de novembro de 1954, e instalado oficialmente em 06 de janeiro de 1956, foi desmembrado de Paranavaí.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Nova Londrina.

  • ANAHY

    ANAHY

    Quem vê a Juventude e a força de Anahy, pode ficar pensando que uma Cidade assim, não tem passado.

    Grande engano, um povo sem memória não teria a força necessária para arrancar desenvolvimento tão grande em tão pouco tempo. Povo sem memória é povo sem passado e, portanto, sem experiência adquirida para viver o presente e sem potência cultural para viver o futuro.

    Não foram o acaso ou sorte os construtores de Anahy, muito pelo contrário, nossos pioneiros enfrentaram uma árdua luta econômica social e cultural, somada ainda ás duras condições de vida numa terra inexplorada e distante dos grandes centros. As lembranças do passado, foram transmitidas de geração à geração e deram sustentação necessária para que os problemas fossem enfrentados e vencidos pela nossa gente. Hoje a realidade é outro. Mas a luta continua e é parte para que possamos ganhar força, que o Departamento de Educação e Cultura organizou o presente trabalho, através do qual pretende resgatar um pouco da história do Município, seus aspectos políticos, culturais e sociais, o presente trabalho está voltado principalmente a estudantes, que muito tem nos procurado em busca de dados sobre o Município.

    A história de Anahy está ligada à cultura cafeeira e a fertilidade de suas terras.

    A COBRINCO – Companhia Brasileira de Imigração e Colonização, era a colonizadora das terras. O primeiro nome dado a localidade, em 1.959, foi Pingo de Ouro, mas o nome foi mudado em homenagem a uma das filhas do gerente da Companhia que tina o nome de Anahy.

    O Município de Anahy foi colonizado por duas frentes: Sulistas e Nortistas. Sabedores da fertilidade da terra e em busca de um futuro melhor, no ano de 1.950, chegou aqui um dos primeiros pioneiros: o Srº Ricardo Pfeffer, juntamente com sua esposa Matilde Hake Pfeffer, que adquiriram da COBRINCO, 13 alqueires de terra, e passaram a dedicar-se ao plantio de café.

    “Conta o Srº Ricardo, que quando abria picadas no mato, passava em um rio em que havia muitos porcos do mato, então matou dois deles, e a partir daí, o rio passou a ser chamado de Rio dos Porcos”.

    Ainda desabafa: Era um tempo difícil, mais deixou saudades.

    Em 1.955, chegaram novas famílias, vindas de Minas Gerais e São Paulo, as famílias de Antonio Felisberto, Sebastião Miguel e Antonio Mazzocatto, que fixaram residência em Anahy. As primeiras casas de comércio estabelecidas em Anahy, foi no ano de 1.959, que pertenciam aos Srs. Antonio Mazzocatto, José Guerra e a Pedro Ladaniski, neste ano houve uma seca muito grande, e a agricultura sofreu muito com isso.

    Demonstrando grande religiosidade e fé, Srº Ricardo, juntamente com os demais colonizadores, construíram a primeira Capela em louvor a Sant’Ana, padroeira da Cidade.

    Contam-se que Antonio Mazzocatto, se apaixonou por Ana, filha de José Guerra, a qual era muito religiosa, mesmo não se casando com Ana, Antonio em homenagem a ela, atribuiu a Padroeira do local o nome de Sant’Ana.

    Padroeira do Município

    Ana e Joaquim possuíam certa fortuna que lhes proporcionavam uma vida folgada. As suas rendas anuais dividiram-no em três partes, das quais duas, destinavam aos pobres e a Igreja, e uma parte reservavam para seu sustento.

    Muito se afligiram por não terem um filho, Joaquim e Ana vivam em constante oração, para alcançar a graça de ter filhos, aconteceu que um dia por intermédio de um anjo, teve a seguinte revelação: “Joaquim, sua oração foi ouvida, um filho te será dado, a quem darás o nome de MARIA”, desde a sua infância será consagrada a Deus, e cheia do Espírito Santo, e será a Mãe de Jesus. Sant’Ana, teve uma revelação idêntica. Assim a lenda, o que nela há de verdade não sabemos, sabemos com certeza que Sant’Ana é a mãe de Maria Santíssima.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Anahy.

  • SÃO JOÃO DO IVAÍ

    SÃO JOÃO DO IVAÍ

    No inicio do século XVI , a região do Ivaí no norte do Paraná, onde se localiza atualmente o Município de São João do Ivaí , foi a primeira no Estado a ser visitada, conhecida e explorada pelos bandeirantes e, posteriormente pelos jesuítas  da Companhia “Quinta Vicentinhos”.

    As penetrações no sertão aconteceram através do famoso “Caminho de Peabiru” ou caminho de São Tomé, e pela navegação através dos rios Piquirí e Ivaí. Em 1760 partiu de Curitiba a Expedição de Estevão Ribeiro de Baião, composta por 75 homens, esta descobriu a região que passou a ser chamada de “Campos de Mourão”. A região recebeu esta denominação em homenagem ao governador geral da capitania Dr. Luiz Antonio de Souza Botelho Mourão.

    De 1760 até 1912 a região ostentava matas bravas e espaçadas trilhas, sinais das primeiras famílias que se embrenharam no sertão bruto. A fase de povoamento da região foi iniciada em 1930, sendo que de 1912 até esta data, apesar das entradas de bandeirantes e viajantes além das penetrações de exploradores, o sertão não recebeu nenhum influxo ou plano colonizador, surgindo apenas, de longo em longo, arraiais, pousadas ou pequenas povoações.

    A entrada dos primeiros moradores para a colonização de São João do Ivaí se deu em 1945. Eram pessoas entusiasmadas que logo começaram a desbravar a região, abrindo picadas e clareiras. Em 1948, Sr. Orozimbo Martins instalou uma pequena venda onde se localiza a Praça Duque de Caxias. Nesta venda as pessoas encontravam de tudo, desde tecidos e remédios até o banco que fornecia crédito aos moradores da região. Por ser um ponto de encontro, a venda de Orozimbo tornou-se o centro das decisões comunitárias. Foi ali que se decidiu criar um espaço para uma praça, onde foi erguido um cruzeiro, que hoje é a Praça Duque de Caxias.

    Foi em 13 de maio de 1948, que ao pé do cruzeiro, foi realizado o primeiro terço pelo capelão Sebastião Curitibano. Para homenagear São João Batista, deram o nome ao lugarejo de São João. Neste ano de 1948 houve o crescimento de construções e no número de vendas.

    Em dezembro de 1948, foi construída uma capela onde foi realizada a primeira missa, pelo Padre João Coling, que vinha de Pitanga. Casamentos e batizados eram celebrados em Guarita, hoje distrito de Lunardelli.

    Em 1950 o lugarejo já tinha cemitério e uma trilha foi aberta para ligar São João do Ivaí a São Pedro do Ivaí. Ainda nesta época o rio só podia ser atravessado de canoa.

    Somente em 1951 foi estabelecido o serviço de travessia atendido por balsa, com inicio no porto Laranjeira Doce, depois Porto São João. Neste mesmo ano surge a primeira escola, sendo a Sra. Jovita Cruz a primeira professora.

    Em 1954 o Sr José Martins Vieira, mais conhecido por Bispo Vieira, comprou os direitos territoriais do Sr. Orozimbo Martins. Querendo homenagear sua mãe, o Sr Bispo Vieira mudou o nome do lugarejo para São João da Ocalina, o que descontentou a população.

    Por sua iniciativa foi instalada a primeira madeireira que deu oportunidade ao desenvolvimento de várias construções. Anos depois chegaria a região o Sr Durval Costa, vindo de Batatais-SP, que após comprar os direitos territoriais do patrimônio, implantou grandes melhorias, tais como: máquina de beneficiamento de café e um gerador de energia, doou terrenos para construção de Igrejas, escolas e estádio de futebol. Por sua iniciativa, através de um trabalho junto aos comerciantes, conseguiu a instalação de uma agência do Banco de Crédito Rural de Ivaiporã Sociedade Cooperativa. Além de todos estes benefícios, foi também por sua iniciativa que o nome do patrimônio voltou a ser São João, que até então pertencia ao município de Manoel Ribas, passando em 1962 para o município de Ivaiporã.

    Com a Lei nº 4859 de 28 de Abril de 1964, foi elevado à categoria de distrito, pertencente ao município de Ivaiporã e recebendo o nome de São João do Ivaí.

    Em 26 de junho de 1964, de acordo com a Lei nº 4859, com a ajuda do deputado João de Mattos Leão, junto ao governador do Estado General Ney Amintas de Barros Braga, São João do Ivaí  foi elevado à categoria de município, se desmembrando de Ivaiporã. A instalação da sede e da Câmara Municipal se deu a 20 de Dezembro de 1964, com o domicílio fiscal à Avenida Curitiba e nesta data foi eleito o Sr. Acyr Leonardi, como primeiro Prefeito Municipal.

    Em 11 de maio de 1978 o Município de São João do Ivaí tornou- se Comarca.

    Criação dos Distritos do Município

    Lei Municipal n°5.530 de 20 de fevereiro de 1967 –  Cria no município de São João do Ivaí, o distrito administrativo e judiciário de Ubaúna, com sede na localidade do mesmo nome.

    Lei Municipal nº 6915 de 02 de setembro de 1977 – Cria no município de São João do Ivaí, os distritos administrativos de Godoy Moreira, Santa Luzia da Alvorada e Luar.
    Lei Estadual nº 8947, de 05 de abril de 1989 – Cria o Município de Godoy Moreira, desmembrando do Município de São João do Ivaí.

    O município possui, portanto, três distritos (Ubaúna, Santa Luzia da Alvorada e Luar) em uma área de 353 km².

    Fonte: Prefeitura Municipal de São João do Ivaí.

  • SÃO JOÃO DO CAIUÁ

    SÃO JOÃO DO CAIUÁ

    A Empresa Colonizadora Companhia de Melhoramentos Norte do Paraná marcou e mediu uma área para criação de um patrimônio em 1951. Era o início de São João do Caiuá.

    Demarcada a área, aberta a estrada de acesso e definido seu perímetro urbano, inicia-se a chegada dos pioneiros vindos de diversas regiões do País atrás das terras que prometiam fartura e produtividade.

    Já em 1954, iniciava-se a construção do Campo do Pouso.

    Discutiram os moradores a respeito da denominação a ser dada à cidade.

    Dentre outros nomes listados, escolheram São João do Paraíso, que só não foi instalado por haver outro município mais antigo com o mesmo nome, optando-se então por São João do Caiuá.

    Criado através da Lei Estadual nº 253, de 26 de novembro de 1954 e instalado em 17 de dezembro de 1955, foi desmembrado de Alto Paraná.

    Fonte: Prefeitura Municipal.

  • MOREIRA SALES

    MOREIRA SALES

    Em 1950, João Moreira Salles, comerciante, banqueiro fundador do Unibanco, adquiriu área de terras nesta região, até então do Sr. Pedro Lupion, pois sua intenção era colonizar sua propriedade, e paralelamente abrir parte de sua fazenda e plantar café. Como primeira providência, enviou para o local os primeiros exploradores, Eurydes Romano, Joaquim Caetano de Lima, Benedito Mendes Ribeiro, Angelo Lisi, Hélio Moreira Salles e José Carlos Moreira Salles.

    Em 1951 surge o primeiro comércio da região, Armazém Goioerê de propriedade de Nyldes de Arruda a primeira escola localizada na sede da fazenda com o nome de Escola Santo Antonio.

    Em 1952, após os engenheiros dividirem as terras, destinaram 50 alqueires para a formação do município de Moreira Sales.

    O projeto da cidade foi do dr. Hélio Bittencourt, auxiliado pelo dr. Thelen e dr. João Ducini. O supervisionamento dos trabalhos de preparo do local da cidade estava a cargo do sr. Lincoln e a Comissária  Exportadora e Importadora União S.A. a cargo das vendas dos lotes. 

    Em 1953, João Moreira Salles fez visita ao povoado, pois desde que adquirira a gleba ainda não havia ido ao lugar. O nome dado à cidade é homenagem que o proprietário da gleba fez a si próprio.

    Em 14 de dezembro de 1953, pela Lei n.º 1.542, foi criado o Distrito Judiciário. A Lei n.º 4.245, de 25 de julho de 1960, criou o município de Moreira Salles, com território desmembrado de Campo Mourão e Goioerê. A instalação deu-se no dia 30 de novembro de 1961.

    Em 1954 surge o primeiro hotel, foi instalado no município o primeiro ambulatório com o nome de Lucrecia Alcântara Moreira Sales. Os primeiros comércios na nova colônia pertenceram a família Cerezini, da Família Marques e Casa Lisboa do Sr. José Salvador Pereira. Em seguida os comerciantes João Agostini, Mario Marangoni com Açougue, Ananias Cabral administrador da fazenda e Olivio Adamo um dos primeiros agricultores. Outro fato marcante foi a construção da primeira Igreja Católica e inaugurações da Serraria, Cerâmica e Britador.

    O primeiro prefeito ocorreu no ano de 1961, tomando posse o Sr. Eurides Romano.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Moreira Sales.

  • MAUÁ DA SERRA

    MAUÁ DA SERRA

    Mauá da Serra é dotada de inúmeras belezas naturais, que compõe seus belos pontos turísticos.

    A iniciar-se pela famosa Serra do Cadeado que tem como plano de fundo imponentes araucárias rodeadas por montanhas, planícies, e belas cachoeiras.

    A grande atração turística de Mauá da Serra é a Festa do Milho, evento que celebra o final da colheita do grão, cuja produtividade do município é destaque em âmbito nacional.

    A festa já é tradicional na região e conta todo ano com milhares de participantes, que festejam shows de bandas famosas e também podem desfrutar a saborosa comida típica.

    HISTÓRIA

    A localidade de Mauá da Serra provém do início dos anos 50, de uma época em que a região norte paranaense foi colonizada seguindo a plantação de café em larga escala. Mauá da Serra foi uma cidade projetada com ruas, avenidas, glebas amplas, rodovias dentro do espaço urbano, etc. Este projeto fazia parte da estratégia colonizadora desenvolvida naquela época. Criada através da Lei Estadual nº 9.272, de 24 de maio de 1990, foi desmembrado de Marilândia do Sul.

    O loteamento Cidade Mauá foi inaugurado em 25/03/1954.

    Na década de 1970, passou a dedicar-se inteiramente ao loteamento Cidade Mauá, visto que a Estrada de ferro Central do Paraná estava para ser concluída. Crescia a esperança de uma nova fase de progresso para Mauá. Com sua equipe de trabalho promoveu a colonização com venda de terrenos a longo prazo para pagar, surgindo assim novas famílias e estabelecimentos comerciais.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Mauá da Serra.

  • NOVA LARANJEIRAS

    NOVA LARANJEIRAS

    A história registra que a primeira construção, em 1947, foi um hotel, hospedagem dos mascates e motoristas que transportavam madeira para a construção da ponte que liga o Brasil ao Paraguai. O Sr. João Karpinski era o dono deste primeiro hotel e também primeiro comerciante do Rio das Cobras.

    Em 1947, começaram a se deslocar as famílias do norte do Rio do Grande do Sul, principalmente de origem italiana, para esta localidade. O primeiro a adquirir terras foi o Sr. Avelino Badotti.

    Os novos povoados traziam, quase sempre, alguns recursos pecuniários para sua instalação, plantavam cereais, criavam suínos e gado. O cultivo era feito em pequenas áreas pela própria família.

    A maior produção da década de 50, na região, foi o trigo que além da cultura de subsistência era o mais comercializado, cultura essa que atualmente está em último lugar na produção, devido a falta de estímulo do governo na década de 70, sendo que a região, devido ao clima, é própria para este cereal. Também na época era plantado milho, arroz e feijão como cultura de subsistência.

    Os meios de transporte utilizados eram cavalos e carros de boi, a cultura era o artesanato.

    A primeira indústria foi de propriedade do Sr. Avelino Badotti e Virgílio Macarini, construída em 1957 para o aproveitamento da araucária emadeiras de lei derrubadas para o plantio.

    A falta de mão-de-obra para prestar trabalhos na indústria fez com que viessem para Nova Laranjeiras (Rio das Cobras) os primeiros operários.

    Com a instalação da indústria e devido a distância dos maiores centro é que foi instalado o primeiro comércio tendo como proprietário o Sr. João Ribeiro de Camargo (João Milico).

    Logo que se estabeleciam, os imigrantes eram empregados na construção de estradas em suas respectivas colônias.

    Entre o período de 1955 e 1972 a energia consumida era gerada por motores a óleo diesel, além dos tradicionais candeeiros com gordura de porco dentro de um recipiente com um pavio e dos lampiões a querosene.

    Na história de Nova Laranjeiras não se pode deixar de destacar a fundação da Copel, em 1973 inaugurou a primeira rede elétrica fazendo gerar motores da indústria Ceú Azul Madeiras, dando assim um grande impulso no progresso e bem estar social da então Vila Nova Laranjeiras.

    A partir daí, a Copel criou um programa de crescimento no sentido de levar energia, também, para o homem do campo evitando o êxodo rural da nossa população.

    Em 13 de março de 1962, pela Lei nº4556 foi criado o Distrito de Nova Laranjeiras, sendo um Distrito Administrativo e Judiciário de Vila Nova Laranjeiras, conforme o artigo 5 da referida Lei fica criado no Município de Laranjeiras do Sul o nome e seguintes divisas: partindo do Rio União, segue por este até cair no Rio das Cobras, deste ponto por linha seca pela divisa da Campanha Agrícola Industrial do Iguaçu até cair no Rio Xagú e por este até a ponte do Rio Guarani da Estratégica, subindo pela estrada da Erveira, até alcançar a Serra dos Macacos, dividindo por linha seca pelo Divisor da Erveira até divisa do Cocho Grande, então ligando a Serra da União ao ponto de partida.

    Na mesma data foi criado o Cartório, na Gestão do Prefeito Municipal Alcindo Natel de Camargo, sendo o primeiro Cartório Ely Antonio Nardello. A primeira pessoa registrada foi Floraídes Maria Provin, em 13 de agosto de 1962.

    Desde o ano de 1964 o Distrito tinha seus representantes políticos na Câmara de Vereadores. O primeiro Vereador foi Virgílio Macarini que exerceu o cargo entre 1964 e 1968. O segundo Vereador foi Alfredo Badotti exercendo o cargo entre 1968 e 1972. O terceiro foi Taylor Antonio Cachoeira exercendo o cargo entre os anos 1972 e 1976. Na sequência vieram Nélvio Veronese, eleito pelo Partido Arena, sendo Presidente da Câmara de Vereadores e exercendo o cargo até 1982 e Adão Dutra Boeira que também atuou como Presidente da Câmara de Vereadores.

    Entre os anos 1989 e 1992 foram vereadores do Distrito de Nova Laranjeiras Maria das Neves Rosa (PMDB), Nelci Veronese (PTB), Antonio Leonel Onetta (PFL), e pelo Distrito do Guarani da Estratégica José Lineu Gomes (PMDB), Argemiro Lorençatto (PMDB), nos anos anteriores foram vereadores pelos Distritos, Antonio Ribeiro de Oliveira, Arnoldo Gomes de Salles, Pedro Alves e Lorival Silva.

    Em 16 de maio de 1990 pela Lei nº 9249 e alterada a redação do artigo 1 desta Lei nº 9478 fica criado o Município de Nova Laranjeiras com território desmembrado do Município Laranjeiras do Sul, com sede na localidade de Nova Laranjeiras e as seguintes divisas: inicia na Barra do Rio União com o Rio das Cobras, até a ponte do Rio Xagú onde passa a estrada da Fazenda Velha, numa distância de aproximadamente 14.250m rumo de 72º 00 SE, confrontando a Barra do Tigre com o Arroio dos Macacos, subindo por este até encontrar outro arroioa esquerda que vai até a sua cabeceira. Seguindo por uma estrada secundária até a encruzilhada da estrada da Erveira indo rumo a Laranjeiras do Sul, até a cabeceira do Rio Lambedor, descendo por este até encontrar o Rio Barreiro, descendo este até o Rio Piquiri encontrando a Barra do Rio Cascudo confrontando com o Município de Palmital, subindo o Rio Cascudo até sua cabeceira, desde numa linha seca de aproximadamente 4.500m rumo N-S, até a cabeceira do Rio Guarani, descendo o Rio Guarani até a divisa do Município de Guaraniaçu e Espigão Alto, confrontações estas com o Município de Guaraniaçu, seguindo uma linha seca de1.500m de distância, rumo 86º 30º SE até se encontrar a antiga estrada Ponta Grossa-Foz do Iguaçu, seguindo até o Rio União, descendo até o ponto de partida confrontando com o Município de Espigão Alto do Iguaçu.

    A instalação do Município foi realizada no dia 1º de janeiro de 1993. Daí em diante Nova Laranjeiras passou a apresentar um grande desenvolvimento diante da região, sua população acreditando no seu Município passou a investir na sua agroindustrialização, educação e agricultura.

    Fonte: Prefeitura Municipal de Nova Laranjeiras.

  • MANFRINÓPOLIS

    MANFRINÓPOLIS

    Na extensa região onde se localiza o Município de Manfrinópolis, habitaram inúmeros indígenas. Dentre as tribos mais conhecidas estavam os Chapuás, Chovas e os Caiurucrês. Os primeiros exploradores tiveram dissabores com tribos indígenas, apesar de algumas se mostrarem amistosas e se incorporarem ao sistema, colaborando para o surgimento do caboclo paranaense.

    A região vivenciou os problemas com a Revolta do Contestado (1912 – 1916). Mais tarde, participou e assimilou o período conturbado das pendengas judiciais entre posseiros de terras e grileiros. Foi marcante o Levante dos Posseiros, em 1957, ocasião em que grande parte das terras desta porção territorial foi legalizada.

    Entre os anos de 1950 a 1956 desbravadores passaram pela área onde se situa o Município abrindo picadas que iam até o município de Barracão, que já era uma vila e possuía um pequeno comércio. Esses desbravadores moravam no Marrecas (hoje município de Francisco Beltrão) e seu principal objetivo era realizar um levantamento do local.

    À noite, estas pessoas se reuniam em torno de fogueiras que, além de afugentar os animais selvagens (na época eram comuns: onças, macacos, quatis, veados, tatus, urus, jacutingas, nhambus, entre outros), serviam para marcar os lugares por onde passavam. Os terrenos deste território, em grande parte, pertenciam à colonizadora Erechim e a outra parte, à GETSOP (Grupo Executivo para as Terras do Sudoeste Paranaense), que era um órgão federal.

    Em 1954, um trator de esteira, trazido pela colonizadora Erechim, do Rio Grande do Sul, abriu a estrada que hoje liga o município de Francisco Beltrão a Manfrinópolis e Salgado Filho.

    No ano de 1956, começaram a chegar famílias oriundas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dentre as quais se destacaram: Ladislau Turski, José de Paula, André Rabaioli, Valdomiro Pilati e Arcebides Panzera. Estas famílias chegavam, desbravavam as matas, abriam picadas para demarcar os terrenos e depois começavam a construir pequenas palhoças de madeira lascada.

    As famílias pioneiras logo se preocuparam com a questão religiosa. Como ainda não tinham um local definido para que pudessem se reunir e rezar, José de Paula, que tinha uma casa com porão, ofereceu este lugar com ponto de encontro para as famílias. Nesta época, não havia padres na localidade e o atendimento religioso acontecia, de três em três meses, no município de Salgado Filho.

    O porão também era utilizado como escola. Nesta época, um morador, de nome Pires, ofereceu-se para ensinar as crianças, tornando-se o primeiro professor da localidade.
    Em 1958, o Padre que atendia a localidade trouxe a imagem de São Cristóvão, que posteriormente se tornou o Padroeiro do Município.

    As manhãs de domingo eram reservadas para caçadas, pois havia muitas espécies de animais silvestres e à noite, as pessoas se reuniam para contar as histórias das caçadas, jogar baralho e cantar.

    Fonte: Prefeitura Municipal.